DEFENESTRADOR


"O Brasil é o único país onde prostituta tem orgasmo,

cafetão tem ciúme, traficante é viciado e pobre é de direita."

Tim Maia



Escrito por Olímpio às 23h16
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Have done so many
have made so few...

How is that between
Do and make
there is such a big deal?

Olímpio Rocha

 



Escrito por Olímpio às 23h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Rastejar

Que amarras são essas?
Correntes de Orfeu
alvorada anestésica
que preguiça, meu deus!

- Há que descansar do ócio
há que relaxar do nada...
Para acordar alquebrado
de um sono-algazarra!

Descansos de pedra
mortificado dormir
em sonhos assim
já não posso existir.

Sonambulamente, vivo!
Atleticamente, durmo!
Ignoro todos clarões
viverei no escuro?

Olímpio Rocha



Escrito por Olímpio às 23h08
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


De hodierno, nada sinto

 

                                       À Comissão

Dai-me o ofício
hei de honrá-lo.
Não me tire o ofício
‘inda hei de amá-lo.

 

Olímpio Rocha



Escrito por Olímpio às 22h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Centro Acadêmico Sobral Pinto convida



Escrito por Olímpio às 07h59
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


É nóis na fita e os boy no dvd!

Livro de poesia será lançado em Campina

  • MARIA ZITA ALMEIDA
    O escritor campinense Olímpio Rocha lança hoje em Campina Grande o livro de poesias A Maré. O lançamento ocorrerá durante o sarau ‘Cachaça e Poesia’, no parlatório da Faculdade de Direito da Universidade Estadual da Paraíba, uma promoção do Centro Acadêmico Sobral Pinto - CASP. O evento terá início às 22h22, quando o escritor apresentará a obra aos estudantes. Na oportunidade serão declamadas poesias de outros artistas populares de Campina.

    A Maré tem poemas com influências maiores da poesia contemporânea, de nomes como Paulo Leminski e Waly Salomão. Olímpio Rocha usa a poesia numa métrica livre e contando com a ironia dos versos. “No trabalho, também me inspirei no exemplo modernista de Augusto dos Anjos e dos cordelistas regionais”, explica o escritor.

    A obra de Rocha divide-se em três partes que se complementam, que ele denominou de “Pedregosa”, “Ressacada” e “Calmaria”. Nelas, muita poesia divertida, irônica, sensível e, ainda, excelentes prosas, num estilo agradável de ler.

    O sarau ‘Cachaça e Poesia’ funcionará como um reencontro dos acadêmicos da UEPB e UFCG que participaram da Bienal da UNE, no último mês de janeiro, no Rio de Janeiro. Os saraus do Centro de Ciências Jurídicas têm se firmado como o encontro destes estudantes, desde o ano passado, quando começaram a ser realizados na Faculdade de Direito.

Fonte: http://jornaldaparaiba.globo.com/vida-3-020307.html



Escrito por Olímpio às 07h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


L'ÊTRE AVANT LA LETTRE


           la vie en close

        c'est une autre chose


          c'est lui

                    c'est moi

                              c'est ça


        c'est la vie des choses

     qui n'ont pas


                  un autre choix

Paulo Leminski




Escrito por Olímpio às 17h36
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Costumeira

Sorvendo, incauto, o que te apraz
em profusão de sensações ilusórias
é jamais que poderás dizer jamais
enquanto passam de imorais, hordas.

Em trago entorna-tes, capadócio
em gole, teu louro se desmitifica
engoles influência de igual patrício
e eu trago qualquer que se petrifica.

Pro que te cabe, quando te haures
não há definição não-simiesca
ou o que não te estupetifica.

Vives só, a imaginar vontades
absorvendo burla de prazer nababesca
e praguejando quem te critica.

Olímpio Rocha



Escrito por Olímpio às 17h25
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Por que anoitece

Entre ramagens rubro-verdes
cintilando teu vestido de igual cor
sob sombras que matam sedes
diante de faustos enlevos de calor.

Num banquinho que vai ao vento
e entre cordas se ata ao maior ramo...
(nada em meu pensamento
é maior que quando por ti clamo!)

O sol poente se ruboriza
o horizonte fica mais estreito
a lua incipiente tem um quê de ranço...

A verdade inunda meu peito:
É o dia claro que se encoleriza
invejando tua lindeza no balanço.

Olímpio Rocha



Escrito por Olímpio às 17h23
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Receita

- ó, vai ser assim:
- assim o quê?
- assim, porra.
- assim como?
- olha!
- ahn? tá... mas como assim?
- assiiimmm!!!
- ah, sim... assim mesmo?
- sim!
- e se não der certo?
- aí a gente faz assado...

Olímpio Rocha



Escrito por Olímpio às 10h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Não, não é amar o verbo certo.
Amar é qualquer coisa que fica no peito e em desconserto com a boca falo: amo.
Mas não é essa a palavra, tenho que inventar.
Um dialeto particular? Futatabi? Quase isso...
Fala-me de legenda e eu escuto o português daqueles que vieram pelo Atlântico. Heart tem rima de Hurt.
Muito fácil entender, não precisa de legenda.
O silêncio dispensa legendas até para palavras inventadas.
Amo. E é por faltar um verbo ou uma legenda que EU TE INVENTO.

Layne Joplin



Escrito por Olímpio às 10h14
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


POLÍTICA LITERÁRIA

O poeta concreto
discute com o poeta processo
qual deles é capaz de bater o poeta abstrato.

Enquanto isso o poeta abstrato
tira meleca do nariz.

  

EPOPÉIA

O poeta mostra o pinto para a namorada
e proclama: eis o reino animal!

Pupilas fascinadas fazem jejum

  

HAPPY END

 

o meu amor e eu

nascemos um para o outro

 

agora só falta quem nos apresente

(CACASO)



Escrito por Olímpio às 09h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Descansa com teu sono
enquanto conto as estrelas
já não danço como antes
e nem grito quando me perco
vou te vendo enquanto dorme
e vou me vendo no teu sonho
meus barquinhos de papel
percorrem tuas ondas mansas
minha sombra brilha e sorri
meus olhos não acreditam
eu, no entanto, não penso
teus falsos pensamentos
me desfazem e me encantam
enquanto não levantas
baixinho tu me chamas
e eu só acordo com teu despertar.

Suka



Escrito por Olímpio às 09h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Uns dias

 

Escondo-me em um canto

Canto

Sozinho em meu recanto

Me encanto

 

Com o passar do tempo

Lento

Fico leve como o vento

Sentimento

 

Tão logo encontro quem tanto

Procurava em meu canto

E, como milagre de um anjo,

Esvazia minha mente

 

Meu corpo nada sente

Quente

Envolvente

Ardente

...

Cai a lágrima

Sufoca-se o grito

...

Então, vem o sorriso

Da imagem homogênea

Que se vai e aqui me deixa

Leve como o vento

Lento

Acordando em meu momento

 

Rodrigo Sapo

 

 

 

 



Escrito por Olímpio às 09h27
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


  De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Rui Barbosa




Escrito por Olímpio às 10h22
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil





BRASIL, Nordeste, CAMPINA GRANDE, CATOLE, Homem, de 20 a 25 anos, English, French, Arte e cultura, Música



Meu humor



Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 jornal de poesia
 noutratez
 CONTATO: olimpiomr@gmail.com
 Mourinha Discos