Receita
- ó, vai ser assim: - assim o quê? - assim, porra. - assim como? - olha! - ahn? tá... mas como assim? - assiiimmm!!! - ah, sim... assim mesmo? - sim! - e se não der certo? - aí a gente faz assado...
Olímpio Rocha

Escrito por Olímpio às 10h24
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Não, não é amar o verbo certo. Amar é qualquer coisa que fica no peito e em desconserto com a boca falo: amo. Mas não é essa a palavra, tenho que inventar. Um dialeto particular? Futatabi? Quase isso... Fala-me de legenda e eu escuto o português daqueles que vieram pelo Atlântico. Heart tem rima de Hurt. Muito fácil entender, não precisa de legenda. O silêncio dispensa legendas até para palavras inventadas. Amo. E é por faltar um verbo ou uma legenda que EU TE INVENTO.
Layne Joplin
Escrito por Olímpio às 10h14
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POLÍTICA LITERÁRIA
O poeta concreto discute com o poeta processo qual deles é capaz de bater o poeta abstrato.
Enquanto isso o poeta abstrato tira meleca do nariz.
EPOPÉIA
O poeta mostra o pinto para a namorada e proclama: eis o reino animal!
Pupilas fascinadas fazem jejum
HAPPY END
o meu amor e eu
nascemos um para o outro
agora só falta quem nos apresente
(CACASO)
Escrito por Olímpio às 09h51
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Descansa com teu sono enquanto conto as estrelas já não danço como antes e nem grito quando me perco vou te vendo enquanto dorme e vou me vendo no teu sonho meus barquinhos de papel percorrem tuas ondas mansas minha sombra brilha e sorri meus olhos não acreditam eu, no entanto, não penso teus falsos pensamentos me desfazem e me encantam enquanto não levantas baixinho tu me chamas e eu só acordo com teu despertar.
Suka
Escrito por Olímpio às 09h44
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Uns dias
Escondo-me em um canto
Canto
Sozinho em meu recanto
Me encanto
Com o passar do tempo
Lento
Fico leve como o vento
Sentimento
Tão logo encontro quem tanto
Procurava em meu canto
E, como milagre de um anjo,
Esvazia minha mente
Meu corpo nada sente
Quente
Envolvente
Ardente
...
Cai a lágrima
Sufoca-se o grito
...
Então, vem o sorriso
Da imagem homogênea
Que se vai e aqui me deixa
Leve como o vento
Lento
Acordando em meu momento
Rodrigo Sapo

Escrito por Olímpio às 09h27
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